Artigo publicado na Agenda Cultural de Janeiro/Fevereiro de 2007
 
Tuberculose
 
A tuberculose é uma doença infecciosa causada por um micróbio chamado “bacilo de Koch”. É uma doença contagiosa, que se transmite de pessoa para pessoa e que atinge sobretudo os pulmões. Pode também atingir outros órgãos e outras partes do nosso corpo, como os gânglios, os rins, os ossos, as meninges e outro.
Sintomas mais evidentes:

Tosse crónica;
Febre;
Existência e persistência de suores nocturnos (dos que ensopam o lençol);
Dores no tórax;
Perda de peso, lenta e progressiva;
Falta de apetite, apatia completa para com quase tudo o que está à volta.

Diagnóstico

Se tossir consecutivamente durante cerca de três semanas, é recomendável que consulte o médico do centro de saúde da sua área de residência. O médico pode pedir-lhe para fazer o exame do escarro ou baciloscopia e também uma radiografia ao tórax. Através dos resultados destes dois exames estará, então, em condições de avançar com o diagnóstico e encaminhá-lo para os serviços médicos competentes.

Como se transmite?
A transmissão do micróbio da tuberculose processa-se pelo ar, através da respiração, que o faz penetrar no nosso organismo. Quando um doente com tuberculose, tosse, fala ou espirra, espalha no ar pequenas gotas que contêm o bacilo de Koch. Uma pessoa saudável que respire o ar de determinado ambiente onde permaneceu um indivíduo com tuberculose pode infectar-se.
Todas as pessoas que entram em contacto com doentes tuberculosos podem ser contagiadas?

Não. A maior parte das vezes o organismo resiste e a pessoa não adoece. Contudo, por vezes, o organismo resiste no momento, mas continua a albergar o micróbio, motivo pelo qual quando fragilizado por alguma outra doença, como a SIDA, o cancro, a diabetes ou o alcoolismo, acaba por não resistir.
Entre as pessoas que mais probabilidades têm de contrair esta infecção, contam-se os idosos, as crianças e as pessoas muito debilitadas por outras doenças.

Todos os pacientes com tuberculose podem transmitir a doença?

Não, apenas os doentes com o bacilo de Koch no pulmão e que sejam bacilíferos, isto é, que eliminem o bacilo no ar, através da tosse, espirro ou fala.
Quem tem tuberculose noutras partes do corpo não transmite a doença a ninguém porque não elimina o bacilo de Koch através da tosse.
Os doentes com tuberculose que já estão a ser tratados não oferecem perigo de contágio porque a partir do início do tratamento este risco vai diminuindo dia após dia. Quinze dias depois de iniciado o tratamento, é provável que o paciente já não elimine os bacilos.

Factores que facilitam o contágio:

Estar na presença de um doente bacilífero (aquele que elimina muitos bacilos através da tosse, dos espirros, da fala);
Respirar em ambientes pouco arejados e nos quais há predominância de pessoas fragilizadas pela doença;
Permanecer vários dias em contacto com doentes tuberculosos.

Prevenção:
A prevenção é a arma mais poderosa e genericamente usada em todo o mundo. É feita através da vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guérin), que é aplicada nos primeiros 30 dias de vida e capaz de proteger contra as formas mais graves de tuberculose. É, por isso, obrigatória.
Os doentes com tuberculose, devem ser tratados, o mais breve possível, para que o contágio não prolifere, e procurar não respirar em ambientes saturados, pouco arejados e pouco limpos.
 
Enf. Albino Alonso/ Enf. Vitor Pires- Centro de Saúde de Vimioso