Artigo publicado na Agenda Cultural de Novembro/Dezembro de 2006 |
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Alzheimer |
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A doença de Alzheimer é uma doença que afecta o cérebro. Manifesta-se por perda de capacidades mentais e físicas que fazem com que o doente vá ficando dependente de outros para a execução das tarefas do dia a dia. A velocidade de agravamento da doença varia de pessoa para pessoa. É mais frequente depois dos 60 anos, mas pode atingir pessoas mais novas.
As causas que levam ao aparecimento da doença de Alzheimer não são conhecidas, mas sabe-se que o risco aumenta com a idade e quando já se verificaram a existência de outros casos na família. |
| Os sintomas iniciais desta doença, também podem surgir em pessoas sem a doença, e podem manifestar-se como: |
- Esquecimento – do nome de familiares, dos objectos, acontecimentos recentes e outros;
- Confusão e desorientação – trocar o lugar dos objectos; esquecer a data; não reconhecer os locais; repetição de coisas ditas anteriormente;
- Desconfiança e alterações de Humor.
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| O agravamento da doença conduz a outros sintomas, como sejam: |
- Deixar de reconhecer familiares, amigos e mesmo a si próprio;
- Ter dificuldade em falar e raciocinar;
- Deixar de ser capaz de realizar tarefas do dia a dia como: andar, comer, lavar-se e vestir-se;
- Poder ficar agitado, apático, agressivo ou deprimido;
- Não controlar a urina e as fezes.
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Actualmente não existe cura para esta doença. Os medicamentos para o tratamento da doença atrasam o agravamento e melhoram a agitação e a depressão.
É fundamental estimular a memória e as capacidades mentais do doente, assim como o acompanhamento médico. |
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Cuidados a ter com estes doentes |
| Após a declaração da doença o prestador de cuidados deve ter em atenção: |
| Alimentação: |
- Usar copos, tigelas e chávenas que não vertam facilmente;
- Dar refeições a horas certas, variadas, equilibradas, em ambiente calmo, sem pressa e conforme a capacidade do doente;
- Dar os alimentos não muito quentes e ao gosto do doente;
- Se tiver dificuldade em engolir, os alimentos devem ser macios, em papa ou líquido espesso, para que o doente não se engasgue.
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| Segurança: |
- Vigiar o doente pois pode desorientar-se e fugir;
- Simplificar o mobiliário, retirar tapetes e objectos em que o doente se possa magoar;
- Colocar cancelas nas escadas;
- Usar fogões e aparelhos a gás com fechos de segurança;
- Fechar os medicamentos e produtos tóxicos em locais onde o doente não possa ter acesso;
- Se o doente for fumador, ajudá-lo a deixar de fumar pelo risco de incêndio.
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| Cuidados no dia a dia: |
- Evitar o isolamento do doente, mantendo-o em contacto com a família e amigos;
- Simplificar as rotinas do dia a dia;
- Propor e incentive ocupações e actividades físicas simples e adequadas às capacidades do doente.
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Enf. Albino Alonso/ Enf. Vitor Pires- Centro de Saúde de Vimioso |
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